Cultura Organizacional

A CULTURA ORGANIZACIONAL é tão importante na Estratégia de Negócio como a qualidade dos produtos ou serviços que vendemos. Este reconhecimento faz com que as Organizações cada vez olhem mais para a sua Cultura como um add value que vai repercutir nos resultados de negócio.

Os Valores e a Criatividade de uma Organização são revelados través da sua Cultura. Quando o ecossistema funciona bem, de forma fluida e transparente o nível de engagement é maior, o employer branding se reforça e existe alinhamento entre todos os stakeholders. Como resultado, a Organização oferece aos colaboradores oportunidades para satisfazer as suas necessidades e desejos, que passam a ser tão importantes como as necessidades e desejos dos clientes.

Este compromisso dá um sentido de significado –  Propósito –  mais crucial agora do que nunca,  que resulta desta coesão interna honesta. Na prática, a implementação de todos estes key factors , poderá ser realizada através de metodologias como o Design Thinking, que se apresenta útil e disponível para um dia-a-dia funcional nas Empresas que decidem investir na melhoria continua da sua Cultura.

Design Thinking for Employer Branding (EB)

A Estratégia Co-Criativa da Marca Empregadora, tendo em conta o match entre os RH e o Marketing na Organização, onde o mais importante poderá ser a ligação harmoniosa entre ambos. Acontece na realidade de muitas estruturas organizacionais não tão flexíveis, que não existe um fluxo orgânico de comunicação direta entre estes 2 pilares fundamentais para a estratégia de EB. Partilhar informação de forma assertiva e transparente nomeadamente entre estas 2 áreas é fundamental para conseguir o alinhamento entre Comunicação Interna e Externa e que ambas consigam refletir de forma transparente a Cultura da Organização.

Poderemos fazer-nos algumas perguntas para avaliar o estado da Cultura Organizacional:

. Existe neste momento uma projeção clara de imagem de marca no sector de atividade específico e fora de ele? Esta projeção é atrativa para captar talento?

. Contamos com algum plano que possa enriquecer e nutrir alguma das estratégias de RH através dos diferentes canais de Marketing que ajudam no reforço da Marca Empregadora?

. Uma vez que o talento já está in-house, estou a implementar de forma efetiva diferentes soluções que me ajudem satisfazê-lo, a projetá-lo para uma realização maior?

É interessante começar a utilizar a expressão realização do Talento em detrimento da palavra “retenção”, pois o que pretendemos é a expansão, crescimento e sustentabilidade do mesmo.

Design Thinking for Happiness Management (HM)

O Processo Co-Criativo da Felicidade no Trabalho, tendo em conta a employee experience e o HM como Modelo de Gestão, onde o papel  do colaborador é fundamental, pelo que ele se torna o principal protagonista e gerador de inputs de rentabilidade para a Organização. A Felicidade no Trabalho é importante para o negócio, já sabemos isto pelos índices de turnover e burnout apresentados pelos inúmero estudos realizados por entidades internacionais competentes.

É  importante garantir inspiração e motivação no clima da Organização através de:

. um processo de higienização que basicamente consiste num stop-doing, parar de fazer o que não funciona ou que não nos está a proporcionar o que pretendemos.

. um percurso de ideação de experiências memoráveis para os colaboradores, a ser implementadas posteriormente. Não será preciso um acontecimento especial; hábitos e rituais inovadores podem ser aplicados desde o processo de recrutamento e on-boarding, passando pelas avaliações de desempenho, processos de desenvolvimento e promoção interna, até o salário emocional e a conciliação, sem esquecer o mais importante: as práticas frequentes num day-to-day basis que acabam por fazer toda a diferencia no work-life blend do colaborador e por tanto para a Organização.

Mindfulness nas Organizações (MO)

Neste blending de vida-trabalho-vida, a proposta do Mindfulness é proporcionar-nos um espaço entre a afluência constante de estímulos e as respostas que é preciso gerar. A este espaço chamamos-lhe lugar de observação, onde a reação gerada pela emoção não é imediata, permitindo assim que a resposta seja dada, desde a calma, com mais clareza. Melhores respostas proporcionam por sua vez melhores reações comportamentais e melhores decisões.

Seguindo o exemplo da pioneira Google que criou, apoiada por reconhecidos neurocientistas, o seu próprio programa “Search Inside Yourself” no ano 2015, cada vez mais empresas dos mais variados tamanhos e setores de atividade têm vindo a incorporar esta prática, guiadas pela necessidade que os colaboradores manifestam em ter uma melhor gestão de si mesmos e do papel que desempenha, num work-life one, onde já não existe mais uma brecha entre a vida profissional e pessoal e sim a procura de uma vida plena.

As empresas mindful tornam-se corresponsáveis pelos diferentes espetros da vida do colaborador ao complementar o seu autoconhecimento e desenvolvimento pessoal, ao contribuir para a sua felicidade e qualidade de vida.

A prática do Mindfulness é fácil, mas requer consistência e disciplina. Apostar nestes dois fatores é a chave para que tanto os colaboradores como a própria Organização se beneficiem da sua utilidade e do impacto positivo que se gera, que é acumulativo e que vai reverter na motivação, no clima, na criatividade e na produtividade…entre outros, assim como na redução drástica das doenças crónicas, do absentismo, da insatisfação, do esgotamento e dos conflitos. Quando um colaborador se sente bem, o seu potencial ilimitado é ativado e colocado ao serviço do todo da Organização.