From Working Hard to WORKING BETTER

From Working Hard to WORKING BETTER

Na ausência de indicadores claros do que significa ser produtivo e valioso no trabalho, muitos colaboradores voltam-se para um indicador industrial de produtividade: fazer muitas coisas de uma maneira visível.

Um estudo feito no local de trabalho demonstrou que os managers não podem dizer a diferença entre os funcionários que realmente trabalham 40 horas por semana e aqueles que fingem fazer isso.

Surpreendentemente, o 10% dos funcionários mais produtivos não dedicaram mais horas do que ninguém – muitas vezes nem trabalharam oito horas por dia.

A gestão do tempo é em parte, um mito.

Muitos de nós teremos tido a sensação de que não há horas suficientes no dia para fazer tudo o que precisamos ou queremos fazer. Somos do perfil: “tenho que, tenho, que, tenho que”… ao encadear tarefas umas com as outras, viciados na obrigação e na responsabilidade dos infinitos “to do” que ser reproduzem qual fungos.

Outros poderão ser mais do género “procrastinator” ☺ o que de facto resta foco e produtividade ao tempo.

Trabalhar até tarde-noite ou mesmo no fim de semana, quando é de forma acumulativa, pode conduzir à exaustão, ao stress e mesmo ao esgotamento. Onde vaõ ficar então os resultados?

E se trabalhar menos fosse a chave para fazer mais?

Em 2014, a empresa de redes sociais The Draugiem Group usou um aplicativo de produtividade de control de tempo para estudar os hábitos que destacavam nos seus colaboradores mais produtivos. A chave para sua produtividade foi que, a cada 52 minutos de trabalho focado, eles faziam uma pausa de 17 minutos.

À partida o tempo dos intervalos poderá parecer longo, mas o efeito do mesmo é em contrapartida muito mais poderoso do que não fazer pausas ou reduzir o tempo das mesmas.

Alex Soojung-Kim Pang, consultor da Silcon Valley e autor de “Rest: Por que você trabalha mais quando trabalha menos”, aponta para a importância do descanso.

Conseguimos manter o foco ao gerir a energia em rajadas mais curtas e ao utilizá-la de forma flexível – entre os segmentos dedicados às tarefas trabalho e os intervalos de descanso, que poderão ser dedicados aos “básicos”: alimentar-se, respirar conscientemente, caminhar, fazer algum tipo de exercício, meditar…ou simplesmente a nada.

Para aproveitar ao máximo o nosso foco e a nossa energia também precisamos adotar o tempo de inatividade ou, como Newport sugere de forma imperativa: “seja preguiçoso”.

A rotina para ser preguiçoso também é importante, assim como construir tempo para deixar o cérebro pensar por si só, relaxado.
A ociosidade é tão indispensável para o cérebro quanto a vitamina D é para o corpo, paradoxalmente, necessária para que qualquer trabalho seja feito.

Srini Pillay, professor assistente de psiquiatria da Harvard Medical School, acredita que esse elo contra-intuitivo entre o tempo de inatividade e a produtividade pode ser devido à maneira como o cérebro opera. Quando o cérebro alterna entre estar focado e desfocado em uma tarefa, tende a ser mais eficiente.

De acordo com pesquisas feitas pelos psicólogos da Universidade de Harvard, Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, gastamos 46,9% do nosso tempo sem pensar no que está a acontencer à nossa frente.

A chave para ser produtivo pode estar em usar esse tempo de forma eficaz ao abraçar as quedas de produtividade – aqueles momentos do dia nos que a produtividade começa a diminuir.

Em paralelo ao “dolce fare niente”, Newport também recomenda a “programação profunda” para combater interrupções constantes e fazer mais em menos tempo.

Há uma série de abordagens para dominar a arte do trabalho profundo – a capacidade de trabalhar sem distração e poupar tempo – sejam longos retiros dedicados a uma tarefa específica, desenvolver um ritual diário, ou outras possíveis disciplinas que determinem o tempo de foco e o cumprimento do mesmo.

From Working Hard To Working Better

. Restruturar as 24 horas do dia por priorodades.
. Criar segmentos de trabalho profundo – diários, semanais, mensais – agendar e cumprir como se fosse uma consulta médica ou uma reunião importante.
. Fazer as pausas correspondentes entre segmentos.
. Adotar tempos de inatividade, descanso, improvisação e cultivo de prazeres.

A produtividade não é um accidente.

“Nunca vais encontrar tempo para nada. Se quiseres ter tempo deves reservá-lo” (Charles Buxton).