HAPPINESS Management

HAPPINESS Management

O que há mais importante do que procurar uma melhor Cultura para a Organização, que por sua vez proporcione uma maior produtividade por parte dos colaboradores e mais inovação por parte dos líderes, e que ao mesmo tempo aporte mais felicidade para todos?

Ponto de partida: É importante a Felicidade nas Empresas

A Felicidade no trabalho está a ser um fator cada vez mais importante tanto para os colaboradores como para os líderes, a partes iguais. Desta forma, deve ser trabalhada como prática fundamental da estratégia de negócio.

A Felicidade vista mais além de uma emoção positiva, pode ser entendida de diferentes perspetivas, mas todas elas afetam tanto a parte pessoal como a profissional, a depender das características próprias de cada pessoa ou organização, das suas atividades e em torno, e dos seus propósitos. Podemos afirmar que a Felicidade depende 90% das nossas atividades intencionais e só 10% de fatores externos.

Se as empresas nascem das pessoas, são constituídas por pessoas e dirigem-se às pessoas, como as pessoas se sintam é fundamental para atingir qualquer tipo de objetivo empresarial.

O modelo empresarial de gestão unidirecional já não é válido nem efetivo a efeitos transversais. É necessário criar e manter um compromisso multidirecional que inclua um processo recíproco entre os diferentes níveis dentro da Organização, que por sua vez se vai repercutir também na sociedade, pois já vimo que as empresas nascem, são constituídas e direcionadas de, por e para as pessoas.

Neste sentido a soma de cada uma das partes aporta um significado maior ao todo. A implementação do Happiness Management tem como base fundamental a obtenção do bem-estar dos colaboradores e vai depender de 5 grandes elementos, que constituem o PERMA:

1-Positive Emotion: Emoção positiva ou prazenteira.
2-Engagement: Atividades que nos fazem fluir, nas quais perdemos a noção do tempo.
3-Relationships: Relacionamentos positivos.
4-Meaning: Significado ou sentido do que fazemos.
5-Achievement: Existência da possibilidade, como pessoas e como profissionais, de aplicar as nossas competências para a consecução de objetivos importantes para ambas partes: indivíduo e empresa.

O que é por tanto o Happiness Management

De acordo com a Aubey, uma das pioneiras em Portugal em implementar o cargo nos seus quadros, o objetivo é “desenvolver um ambiente saudável e familiar que permita que colaboradores da empresa se sintam verdadeiramente felizes no local de trabalho”.

É o Happiness Management uma nova prática? Sim e não. No fundo, estamos a falar de um HR Manager com competências e habilidades específicas, que tem como responsabilidade principal fazer dos colaboradores melhores profissionais através da felicidade, garantindo a prática e o cumprimento dos valores da Organização, a implementação de uma estratégia de comunicação interna e externa específica, e a construção de uma Cultura Organizacional que vise principalmente a experiência feliz constante e a construção de um permantente “happy workplace ”.

Assegurar que os valores da Organização estão presentes e são demonstrados, nomeadamente através do comportamento e do exemplo por parte dos líderes, contribui para a imagem externa, que por sua vez deve ser sempre coerente com a imagem interna de Cultura Organizacional. Qualquer decisão, conflito por resolver, inovação ou procedimento, deve respeitar portanto os próprios valores.

Em qualquer caso, o Happiness Management é sim, um novo modelo transversal para a consecução de objetivos, que contempla estratégia, implementação, execução e reputação, e portanto se torna a chave mestra para todas as portas da Organização.

Como implementamos o Happiness Management

As organizações esperam que os colaboradores sejam líderes inovadores e pensadores eficazes mas ninguém explica exatamente como fazer disto uma realidade.

Existe ainda alguma confusão na forma concreta em como levamos para o terreno esta nova abordagem. Quer seja através de uma figura específica responsável, o Happiness Manager ou Chief Happiness Officer, ou mediante a contratação de uma consultora especializada, implementamos na Organização programas específicos para analisar e monitorizar os seus níveis de Felicidade, e assim podermos trabalhar a motivação e gerir de forma mais precisa o compromisso dos colaboradores e a retenção do talento.

Cada Organização tem as suas próprias particularidades, pelo que é importante abordar cada caso especificamente, e trabalhar com uma metodologia precisa e efetiva, que ao mesmo tempo seja transversal a qualquer Organização. A estrutura desta metodologia contempla:

1-Explorar a realidade da Organização, identificando as suas necessidades e definindo os indicadores oportunos em cada caso. Estes devem ser quantificáveis e não apenas qualitativos.

2-Analisar e diagnosticar, conforme os valores e os objetivos estratégicos da Organização.

3-Realizar um plano de ação estratégico e consistente, baseado nos indicadores.

4-Implementar com decisão, foco e compromisso programa(s) que garantam o cumprimento do plano de ação.

5-Medir, rever e corrigir.

6-Avaliar os resultados e o seu impacto. ROI.

A Missão principal é assegurar que os colaboradores estão felizes. Isto não deixa de ser um BHAG (Big Hairy Audacious Goal). No dia-a-dia é fundamental executar práticas que melhorem os indicadores de motivação e felicidade. Desta forma já estaremos também a construir a própria Cultura da Organização. Aqui algumas:

  • O tratamento de cada um dos colaboradores como um Ser Humano importante

Parece óbvio mas na prática não o é assim tanto. As coisas mais simples são as mais importantes.

-Dar valor individual. Chamar pelo nome. Apreciar, considerar. Dar voz e promover a escuta ativa.

-Dar resposta, seja ela qual for, às ideias e iniciativas. Desde por exemplo fazer follow up de um email num timing correcto ou dar feedback relativo à atividade de um colaborador, até considerar com especial cuidado uma situação pessoal concreta e específica.

  • Assegurar os Básicos

Atendendo à pirámide de Maslow, garantir condições de salubridade laboral, segurança, pagamentos on time, benefícios sociais equitativos…

-Gratidão. Agradecer e sentir-se grato. O poder da gratidão é incalculável.

-Dar. Oferecer. Ajudar. É no dar que somos mais felizes. Oferecer sempre boa disposição e partilha de conhecimento. Ao ajudar sentimos que podemos contribuir de forma positiva e aumentamos o sentimento de auto-valorização e de valorização do projeto profissional e vital.

  • Oferecer Liberdade e Autonomia

Como bem diz e aplica a Google: “ Se dás liberdade às pessoas, elas vão surpreender-te”. Em 2017, a pesquisa Carreira dos Sonhos aponta que as pessoas que ocupam cargos de média gestão e alta liderança têm-se preocupado mais com o seu próprio desenvolvimento e bem estar do que com a empresa na qual atuam. Apostar na parte do desenvolvimento pessoal do colaborador e depositar confiança no processo é apostar na própria Organização.

  • Promover o Desenvolvimento

As pessoas precisam saber que podem crescer. Criar oportunidades de desenvolvimento e crescimento interno e por sua vez pessoal  é importante técnica e emocionalmente.

-Práticas como a Reprogramação Emocional positiva ou a Mentalização,  são fundamentais para definir objetivos claros e para reforçar a sua concretização.

-A Meditação é igualmente uma prática que oferece resultados exponenciais na vida e nos negócios. Merece um capítulo à parte.

  • Ambiente Descontraído

O clima social é chave. O espaço e o ambiente devem ser precursores do mesmo. Permitir conversas internas de qualidade onde todos possam aprender no dia-a-dia.

-Investir nas atividades complementares e incorporar de alguma forma opções que permitam “desligar a ficha” e relaxar, é fundamental.

-Respeitar os tempos para os breaks, como potenciadores da produtividade. Promover a re-energização constante no ambiente organizacional é um “must”.

  • Team Work

O funcionamento das equipas é um claro indicador de performance geral da Organização. Promover a performance em equipa é tão importante como promover a performance individual de cada colaborador.

-Games for teams, team building, team coaching, workshops de inovação e criatividade, são apostas efetivas. Eventos de reconhecimento e celebração são igualmente importantes.

-A socialização fora do espaço físico do trabalho, e a interação social com pessoas de outras realidades pessoais e profissionais, assim como o contacto e interação com a natureza de forma periódica, devem estar presentes.

  • Implementar Estratégias de Comunicação eficaz interna e externa

Porque comunicar é muito mais do que passar uma mensagem, é importante fomentar a comunicação horizontal, transparente e em tempo real.

-Criar as condições necessárias para que os colaboradores se sintam ouvidos, compreendidos e importantes dentro da empresa, será um dos eixos principais a desenvolver.

-Cultivar o sorriso e o tratamento informal e próximo.

Através da incorporação de novos hábitos positivos, conseguimos a mudança de paradigma e fazemos efetiva a transformação da Organização.

Todas as pessoas merecem trabalhar numa Organização mais feliz.

“A Felicidade é na verdade, a ausência da necessidade de ser feliz”