Liderança Consciente

Em 2010 um estudo do Instituto para Estudos Futuros de Copenhagen sobre Inovação e Liderança concluiu que em 2027 mais da metade das empresas que fazem parte do Standard & Poor´s (as 500 maiores empresas do mundo) não estariam mais no ranking, por falta de Liderança Criativa, cedendo lugar a startups com modelos de negócio e modus operandi mais flexíveis, adaptáveis e disruptivos.

LIDERANÇA CONSCIENTE é um modelo holístico de Liderança que abrange o Líder como um todo. É suportada por valores morais elevados que produzem uma influência em qualquer ambiente de trabalho, pelo exemplo de autenticidade, transparência, fluidez e serviço. Um serviço altruísta que tem em conta as necessidades dos outros, que os envolve na sua força de rede inclusiva, através da conexão e da motivação.

Esta Liderança,  Human Centered e com Propósito vai além das paredes do escritório e dos domínios do impacto social. Acua como fio condutor na colaboração entre pessoas, negócios, empresas, países… nos diferentes campos: político, económico, tecnológico, social e ambiental, para garantir um futuro sustentável através de um estilo baseado num sistema dinâmico onde as ações a curto prazo orquestradas por uma visão a longo prazo e por um foco num presente-futuro desejável para todo o ecossistema onde opera.

Falar de Liderança Consciente é falar de Liderança Criativa, que supõe oposto a uma visão estática da vida, da sociedade, das pessoas. É divergente, versátil e transcendente. Livre de julgamentos, acredita em si mesma e aporta novas visões e formas de fazer as coisas, ao desenvolver ideias inovadoras com a ambição de melhorar o mundo através da funcionalidade, do pragmatismo e da generosidade.

Os Líderes Conscientes são um elo essencial no desdobramento da Cultura Organizacional das Empresas Humanizadas, que por sua vez  são responsáveis por criar algum space-time para promover iniciativas, práticas e programas, que permitam este desdobramento.

LeaderSHIFT Program (LS)

Neste programa abordamos principalmente a AutoLiderança e a UltraProdutividade como pilares básicos desta Liderança Consciente e que temos detectado como mais importantes e urgentes na alavanca do potencial dos Líderes.

AutoLiderança

É o ponto de partida e tem a ver com o processo de despertar do Líder Interno, onde o Autoconhecimento tem um papel protagonista ao colocar o foco no Ser. Uma das premissas da Liderança Consciente é o axioma: líderes somos todos. A liderança é uma missão e por isso, uma questão de atitude. Cada um de tem uma atitude muito própria que vem da liderança de si mesmo.

A Inteligência Emocional, as Human Skills, os Valores do líder e o seu  Propósito, são os elementos que nutrem a Auto-Liderança e que permitem que a sua integração no dia-a-dia produza um impacto directo no InterRelacionamento: relacionamento conosco própri@s e com o mundo.

Um líder com uma Autoliderança forte, impulsiona mudanças revolucionárias e inspira os outros com as suas atitudes e ações. Promove o Pensamento Criativo individual e colaborativo, e alinha o mesmo com a(s) equipa(s) através do PERMA – positive, emotion, relationships, management, achievement.

UltraProdutividade

A mudança do mindset de trabalhar mais para trabalhar melhor é uma escolha, um percurso. O mantra a entoar num sistema ultraprodutivo é right performance vs. high performance. Neste sistema gerimos energia mais do que tempo ou stress J .

Procuramos um alinhamento constante com o que é verdadeiramente importante e prioritário. A intuição torna-se uma competência chave na tomada de decisões ágil e assertiva.

Não falamos de produzir mais ou produzir muito. A fórmula da Ultraprodutividade nos conduz a produzir no nosso máximo potencial ou performance, sem perdermos qualidade de vida. O nível de otimização é precisamente esse, onde conseguimos colocar quem somos ao serviço do que fazemos, num equilíbrio fundamental, através de sistemas operativos eficazes para nós indivíduos, e que em empresas para as quais trabalhamos e para a sociedade.

Coaching Holístico (CH)

Durante os últimos anos os diferentes tipos de Coaching categorizados como life ou executive não se misturavam. Deixou de fazer sentido para a MOLA trabalhar com essa quebra porque a realidade na prática provou que as sessões eram mistas e dinâmicas, não conseguindo nem querendo os próprios clientes muitas vezes separar águas que, num ponto ou noutro, se acabam por encontrar.

Normalmente quem realiza um processo de Coaching é porque deseja aprimorar alguma se não várias áreas da sua vida ou até trabalhar objetivos e metas com um acompanhamento que facilita que seja a própria pessoa, cliente ou coachee a obter as suas respostas.  Em consequência, será mais efetivo traçar um plano mediante ações específicas que respondam ao que pretende.

A abordagem holística acaba por interligar aspectos importantes para a pessoa e para o seu caminho. Respondendo à pergunta Quem sou Eu e o que estou aqui a fazer? (aqui = vida, empresa ou profissão X, situação Y) não conseguimos isolar respostas, pois existe sempre uma interdependência.

E é assim que o Coaching Holístico se instala, mantendo respeito por todos os princípios, técnicas e ferramentas do Coaching, de uma forma abrangente, integral e integrada, em quanto à sua forma, conteúdo e resultado, e que são aplicadas tendo em conta as questões executivo-profissionais e corporativas, físicas e fisiológicas , mentais e emocionais e espirituais das pessoas, onde o “todo” do indivíduo é contemplado durante o trabalho nas 6-8 sessões que dura o processo.

O Desenvolvimento Pessoal que visa o Autoconhecimento contemplado no Coaching, é fundamental para uma melhor definição de prioridades onde o foco e a criatividade são fundamentais para dar resposta aos diferentes desafios da pessoa como um todo.

Por sua vez, a Inteligência Emocional é um dos alicerces de todo processo de Coaching. Através da autoconsciência e da autoregulação o cliente faz a gestão de si mesmo para melhor gerir as suas interações com os outros. A automotivação trabalhada durante o processo, favorece o nível de compromisso necessário.

Os líderes que hoje ocupam os “palcos” das principais empresas, e não só, pessoas cuia prioridade é viver e trabalhar mais conscientemente, quando embarcam num processo destes, pretendem ter uma maior consciência de si mesmo e do(s) papel (is) que desempenham na sua própria vida, assim como otimizar as suas Human Skills para encarar as suas funções e responsabilidades como Líderes com Autonomia, Compromisso e Ultraprodutividade e obter uma ligação mais próxima do seu Propósito.

Inner SelfMastery (ISF)

O Desenvolvimento Pessoal e Espiritual fazem parte da nossa integração plena e influenciam diretamente no nosso desempenho vital e percurso profissional. Este é um Programa que exige uma disponibilidade para fazer um mergulho interior e que nos vai permitir fazer uma descoberta e diagnóstico de nós mesm@s mais apurado e profundo, para poder encaminhar a nossa forma de estar na vida através da Reprogramação Emocional e da Meditação.

Reprogramação Emocional

As pessoas projetamos conforme o nível de consciência onde nos encontramos. A exploração dos diferentes níveis de consciência associados às emoções é importante para entender como o nosso Desenvolvimento Pessoal vai depender precisamente da nossa consciência e esta, por sua vez, de como lidamos com as nossas  emoções.

A Reprogramação Emocional assenta nos princípios do Coaching, onde partimos de um “estado atual” e caminhamos para um “estado desejado”. No percurso aprendemos a criar um Estado de Ser, tendo como base o poder da intenção e utilizando a psicologia poderosa do PERMA (Positive Emotion–Engagement–Relationships–Meaning–Achievement).

Através de um processo de Mentalização Positiva, transformamos hábitos e padrões de comportamento, que por vezes constituem paradigmas disfuncionais, e recriamos um novo paradigma emocional funcional de ação e resultado, através da integração de um estado de recursos que vai possibilitar que sejamos capazes de gerir as emoções na prática, de forma mais inteligente, saudável e produtiva.

Meditação

A Meditação tem-se apresentado como um “curatudo” para o bem-estar físico, mental e emocional e como o “santo graal” da produtividade.  Como consequência temos observado cada vez mais adeptos desta prática milenar, e a pressão de meditar na sociedade atual parece vir com força. Mas onde nasce esta necessidade?

O processo de higienização da nossa mente torna-se indispensável nos dias “barulhentos” de hoje onde os estímulos são tantos e a informação é tão dispersa. A digitalização e a ausência de tempo para nós,  invadem-nos afastando-nos das nossas emoções reais e das nossas virtudes essenciais. O nosso poder interno fica fragmentado. Estamos a falar de indivíduos fragmentados a trabalhar para empresas fragmentadas dentro de uma sociedade fragmentada, pelo que cabe a todos e cada um de nós, transformar esta realidade e trabalhar na nossa integridade.

Precisamos da nossa mente para entender-nos e para entender o mundo à nossa volta. Mas não é qualquer mente que consegue dar a(s) resposta que esperamos de nós mesmos e que de alguma forma o mundo espera de nós. Só uma mente equânime nos permite olhar para a vida de forma clara, firme e serena, pois este tipo de mente reconhece uma objetividade nas circunstâncias e cria um discernimento desde o qual é mais factível agir e responder melhor. Pessoas com este entendimento criam momentos de introspecção que proporcionam um encontro consigo mesm@s.

A meditação traz-nos isso. Faz-nos conectar conosco, para melhor conectar com o ecossistema profissional e social onde estamos inseridos. O cérebro e o sistema nervoso são transformados (mais consciente ou inconscientemente) através desta prática. Começa então a desativação do padrão “congela, luta ou fuga”, em prol do caminho da não evasão, da tal integridade. Pois o objetivo aqui não é outro que ganharmos a capacidade de estarmos bem com aquilo que não está bem na nossa vida, e reforçar o nosso campo bioenergético para uma melhor adaptação da nossa experiência atual.

Assim, a  meditação funciona como uma espécie de “musculação mental”, ajuda imenso a lidar com os inúmeros estímulos do mundo corporativo.

As multitarefas vão continuar a existir, pois as empresas precisam de resultados, mas o compromisso com a meditação vai tornar esse processo mais funcional e orgânico. A disciplina e a constância são as chaves para conseguirmos aprofundar e obter os benefícios que procuramos:

  • – Mente clara e visão estendida
  • – Abandono do “piloto automático”
  • – Potencialização do pensamento criativo
  • – Potencialização da inovação
  • – Recuperação do entusiasmo e da motivação intrínseca.
  • – Atenção e concentração (no córtex cerebral)
  • – Armazenamento e memória (no hipocampo)
  • – Regulação emocional (na amígdala)
  • – Capacidade de relaxamento (no hipotálamo)
  • – Familiarização com o estado de serenidade
  • – Empatia – base da inteligência emocional – permanente
  • – Reforço da intuição
  • – Foco, concentração e fluidez nas decisões
  • – Profissionais serenos – tipo mentor