WISHLIST. Eu sou do 8%, e tu?

WISHLIST. Eu sou do 8%, e tu?

Esta vez sim irei cumprir todos os meus propósitos para 2018. Das pessoas que fazem resoluções no início do ano (48%), apenas 8% cumprem todas essas resoluções até ao final do ano.

O porquê? Muito provavelmente falta de definição, plano, foco, disciplina e consciência do impacto de fazer ou não fazer, sejam os principais motivos.

Os objetivos para o novo ano podem ser de diferentes naturezas. Podem ser objetivos que pretendemos para o nosso corpo, saúde e bem-estar; objetivos de realização pessoal e/ou profissional; ou até objetivos para um melhor aproveitamento e aprimoramento do nosso tempo de ócio, relacionamentos, etc… Por vezes vamos passando estes objetivos de um ano para o outro no mesmo status de “to-do” e sem ter conseguido concretiza-los.

A chave para a concretização do que queremos modificar ou incorporar na nossa vida, passa por uma definição bem clara do que queremos, e manter o foco através de um plano de ação realista, concreto e específico com tarefas distribuídas diariamente, semanalmente e mensalmente num timing também específico (período e frequência). Desta forma conseguimos criar hábitos que constituem o nosso dia-a-dia- e que dificilmente deixaremos de os fazer, colocando-os no patamar acima da nossa lista de prioridades.

Uma técnica muito eficaz é estabelecer pequenas metas e cumpri-las a través da realização das tarefas específicas. Quando concluímos estas tarefas, sentimos a satisfação e o orgulho saudável do “trabalho (bem) feito” e alimentamos assim um novo ciclo de energia capaz de impulsionar um avanço maior no todo do processo.

O compromisso e cumprimento através das diferentes ações, pode não só facilitar o logro, como também libertar recursos cognitivos e energéticos para outras atitudes e atividades que aprimorem a mudança. Desenvolver uma boa autodisciplina garante que todos os dias caminhemos mais um pouco rumo aos nossos objetivos, com confiança mas também com prazer, e este é o segredo dos 8% de pessoas que conseguem manter as suas resoluções durante todo o ano. A procura e manutenção de elementos que aportem prazer à execução das tarefas.

Aqui algumas dicas para o sucesso:

1. Começar com moderação

Os extremismos e radicalismos costumam ter um efeito a curto prazo que depois será difícil manter.

2. Mudar um comportamento de cada vez

O comportamento desenvolve-se no decorrer do tempo. Substituir comportamentos insalubres por comportamentos mais saudáveis requer tempo. Consciência sobre a mudança e sobre a importância de mudar uma coisa de cada vez.

3. Tolerância frente a frustração

A perfeição é inimiga do bom. Permitir-se falhar e cometer erros, com benevolência e sem sentimento de culpa faz parte do processo de mudança e de crescimento. Não desanimar ou questionar e reavaliar todos os demais aspetos da vida por isso.

4. Conversar e pedir apoio

Partilhar as experiências com familiares e amigos. Partilhar também as tarefas e atividades com outras pessoas que estejam num percurso de desenvolvimento similar. Aceitar ajuda das pessoas é uma fonte de força e de energia.

5. Incorporar gestores e ferramentas para o desempenho

Uma das vantagens claras de utilizar ferramentas deste género é o efeito “reminder” (friendly reminders) das tarefas que devemos e queremos realizar, e desta forma lembrar-nos e reforçar o facto de que estamos no trilho do percurso rumo ao que pretendemos.

Existem diferemtes Apps free especializadas que podemos incorporar em função do propósito que queremos cumprir. Ex: de comidas saudáveis com receitas e menús personalizados e calendarizados (para quem queira seguir uma dieta X ou Y), de contabilização esforço/ kcal (para quem queira perder peso ou aumentar o seu desempenho físico), etc.

6. Optar pelo Coaching como alavanca e âncora

A incorporação do Coaching também pode contribuir muito significativamente para a conquista e a melhoria continua, de uma forma equilibrada, motivadora, adaptada e alinhada, proporcionando as capacidades técnicas e emocionais necessárias.

“Pela rua do depois chega-se à praça do nunca” (Anônimo).